Mau começo
Por Mario La Gatto - 13/02/2008 - 21:45

Um River sem organização, sem defesa, sem meio-de-campo, e sem ataque, correndo muito, mas criando pouco, acaba de perder para o Universidad San Martín no que, teoricamente, seria seu jogo mais fácil no grupo. Já aparecem no horizonte os fantasmas de anos anteriores em que River, clube com mais de 100 anos de tradição, cede a vitória de visitante para times pequenos e quase desconhecidos.
O futebol apresentado pela USM foi uma aula de marcação e organização em campo. Os peruanos defenderam bem, recuperaram facilmente a bola, deram passes precisos, e saíram rápidos no contra-ataque. Os homens da USM jogaram sempre a bola com consciência e para seu homem mais bem posicionado. Do outro lado, River se perdeu em excessivos erros de passes e de marcação, o que fez todo o time correr demais e se cansar prematuramente.
Cansei de contar quantas “segundas bolas” os jogadores peruanos ganharam dos nossos, o que só se consegue com aplicação e mentalização dos jogadores. Cansei de contar quantas bolas de gol Tuzzio, Ponzio, Ferrari e Carrizo salvaram no último segundo, um expediente aterrorizante e que deve ter deixado muitos riverplatenses à beira do infarto.
Claro que o 1° gol peruano já aos 17PT – num dos vários cochilos da defesa riverplatense – ajudou a inclinar a balança para o time da casa. Claro que os dois pênaltis a favor de River, um em cada tempo, poderiam ter mudado o trâmite da partida, mas não há muito mais para dizer a favor de um River que, desordenado e impotente, não soube quebrar a eficiente defesa da USM.
Nem mesmo a atuação do medíocre árbitro brasileiro (como não podia deixar de ser) Gassiba - que não sancionou dois pênaltis claros para River e favoreceu os da casa permitindo que abusassem da violência - tira o brilho desta vitória da USM. O 2° gol, aos 46ST, foi a cereja do bolo: José Luis Dias deve ter levado a bola por uns 40-45 metros sem que ninguém de River tirasse a bola dele – cada um dos nossos parecia deixar a marcação para um companheiro. Assim, o que poderia ter sido uma derrota simples, pelo placar mínimo, se transformou num preocupante 2 a 0. E outra vez um gol sofrido nos descontos, como já aconteceu diversas vezes no passado recente.
Como já disse em outras ocasiões, a Libertadores é um torneio curto em que os erros se pagam caro. Quem quer ser campeão precisa mostrar muito mais determinação, futebol e “fome de glória” do que River apresentou hoje.
Mau começo. A “lua de mel” deste "novo" River de Cholo Simeone com a torcida acabou. Apenas uma parte da culpa é dele, mas a partir de agora o torcedor riverplatense vai exigir lavar esta derrota com sendas goleadas contra o América e USM em Núñez.
Veremos.
O futebol apresentado pela USM foi uma aula de marcação e organização em campo. Os peruanos defenderam bem, recuperaram facilmente a bola, deram passes precisos, e saíram rápidos no contra-ataque. Os homens da USM jogaram sempre a bola com consciência e para seu homem mais bem posicionado. Do outro lado, River se perdeu em excessivos erros de passes e de marcação, o que fez todo o time correr demais e se cansar prematuramente.
Cansei de contar quantas “segundas bolas” os jogadores peruanos ganharam dos nossos, o que só se consegue com aplicação e mentalização dos jogadores. Cansei de contar quantas bolas de gol Tuzzio, Ponzio, Ferrari e Carrizo salvaram no último segundo, um expediente aterrorizante e que deve ter deixado muitos riverplatenses à beira do infarto.
Claro que o 1° gol peruano já aos 17PT – num dos vários cochilos da defesa riverplatense – ajudou a inclinar a balança para o time da casa. Claro que os dois pênaltis a favor de River, um em cada tempo, poderiam ter mudado o trâmite da partida, mas não há muito mais para dizer a favor de um River que, desordenado e impotente, não soube quebrar a eficiente defesa da USM.
Nem mesmo a atuação do medíocre árbitro brasileiro (como não podia deixar de ser) Gassiba - que não sancionou dois pênaltis claros para River e favoreceu os da casa permitindo que abusassem da violência - tira o brilho desta vitória da USM. O 2° gol, aos 46ST, foi a cereja do bolo: José Luis Dias deve ter levado a bola por uns 40-45 metros sem que ninguém de River tirasse a bola dele – cada um dos nossos parecia deixar a marcação para um companheiro. Assim, o que poderia ter sido uma derrota simples, pelo placar mínimo, se transformou num preocupante 2 a 0. E outra vez um gol sofrido nos descontos, como já aconteceu diversas vezes no passado recente.
Como já disse em outras ocasiões, a Libertadores é um torneio curto em que os erros se pagam caro. Quem quer ser campeão precisa mostrar muito mais determinação, futebol e “fome de glória” do que River apresentou hoje.
Mau começo. A “lua de mel” deste "novo" River de Cholo Simeone com a torcida acabou. Apenas uma parte da culpa é dele, mas a partir de agora o torcedor riverplatense vai exigir lavar esta derrota com sendas goleadas contra o América e USM em Núñez.
Veremos.
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