Botafogo sai na frente

Não teve jeito para River ontem à noite no Rio contra o Botafogo. Foi um River tímido, irresoluto e impreciso, errando muitos passes, e que não encontrou a bola. Celebrado como ofensivo, o time que Passarella mandou a campo somente conseguiu criar algumas jogadas de ataque no segundo tempo, quando o Botafogo já havia conseguido sua vantagem.
Aconteceu o que eu tinha previsto antes: Joílson foi um pesadelo para Villagra pela faixa direita do ataque carioca. Seu golaço foi prêmio merecido a uma atuação destacada. Pergunto: Por que Passarella insiste em pôr Villagra – um destro - de marcador lateral esquerdo? René Lima e Ponzio nunca se entenderam no meio do campo, e River não conseguiu a bola durante todo o primeiro tempo. Pergunto: se Ahumada estava no banco, por que não começou jogando ao lado de Ponzio?
Outra ausência que não entendi foi a de Paulo Ferrari, capaz de passar rapidamente da lateral direita para o ataque. Especialmente depois que, com a entrada de Ahumada, Passarella mandou o Ponzio para a lateral direita. Pergunto: Se Ferrari estava no banco, por que não foi a campo desde o início, em lugar do inexperiente Martinez?
Belluschi, que vinha precedido de grande fama, não esteve à altura das expectativas. Não foi nem sombra do volante ofensivo, veloz e contundente de suas últimas atuações. Fez sempre um drible a mais ou um a menos. Perdeu muitas vezes a bola. Jogou longe da área do Botafogo. Não foi o condutor que o torcedor riverplatense espera. Pergunto: A camisa de River ainda lhe pesa?
River tem a perigosa tradição de deixar seus adversários jogarem. Não é assim que se deve encarar um torneio curto como a Sulamericana. Deveria ter marcado a saída de bola do Botafogo desde o início. Ter a bola era fundamental, e River somente conseguiu o balão nos últimos 15-20 minutos. Agora, as chances de classificação ficaram reduzidas a 50%. Depende do jogo de volta semana próxima no Monumental.
Sorte que o Botafogo – time com bom toque de bola, mas pouco efetivo – só jogou um tempo, foi ineficiente e não soube aproveitar outras oportunidades que teve para marcar. Em Buenos Aires, River poderá virar o jogo, mas terá que apresentar uma proposta muito mais eficiente se quiser continuar no páreo.
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