E River botou fogo mesmo
Por Mario La Gatto - 28/09/2007 - 10:03

Épico, façanha, histórico, dramático, milagre, emocionante, não apto para cardíacos. É preciso consultar o dicionário para encontrar as muitas palavras aplicáveis ao River X Botafogo de ontem à noite. Para quem não viu o jogo, o placar de 4 a 2 não diz nada. Parece goleada fácil para o time da casa. Mas não foi. Para seguir em frente na Sulamericana, River precisava ganhar por dois gols de diferença e não tomar nenhum.
Mas o Botafogo faz 1 a 0 aos 11’ e complica as coisas. Na jogada, dois defensores de River escorregam na área e não conseguem afastar a bola. Lúcio Flávio recebe e chuta cruzado para abrir o marcador. O pior, o que o torcedor riverplatense mais temia, estava acontecendo. Para virar o jogo, River precisaria agora fazer 3 gols; 2 já não seriam suficientes. Aos 31’ vem o peixinho de Radamel Falcao Garcia que põe a igualdade. Renasce a esperança e pouco depois, aos 34’ Zé Roberto é expulso. Com a vantagem numérica, River pressiona mais e o goleiro Max começa a se transformar na grande figura do Botafogo. Para River o ideal seria converter o segundo gol ainda no primeiro tempo para poder ir ao descanso com a vantagem psicológica, mas isto não acontece.
Em lugar de tranqüilidade, o segundo tempo traz mais sofrimento para o River. O técnico Passarella manda a campo o hábil atacante Abelairas em lugar do defensor Villagra, tentando claramente ganhar a partida. Mas Lussenhof é expulso aos 12’ em uma jogada que, embora forte, chega claramente na bola. Ficam 10 contra 10 e o Botafogo começa a se animar. Para complicar ainda mais, aos 21’, Dodô, que andava meio sumido no jogo, faz 2 a 1 para a visita. A partir daqui, somente uma goleada salva o River da desclassificação, o que a essa altura parece inevitável. Muitos torcedores começam a deixar o estádio. River não joga mal, mostra atitude e busca com determinação o gol do Botafogo, mas pára uma e outra vez nas mãos do goleiro Max, de grande atuação.
O milagre começa a tomar forma, não sem mais uma pitada de dramaticidade. Aos 27’ Ahumada é expulso em uma jogada em que chega tarde e, em lugar da bola, chuta o calcanhar do adversário. Vai embora aplaudido, embora deixe o River em inferioridade numérica: 9 contra 10. O torcedor riverplatense diz presente e alenta seu time sem parar, fato muito comentado pelos locutores brasileiros. Aos 28’, um minuto depois, Falcao empata, de novo, a partida. River não se rende. Se for para cair, o fará com dignidade. Busca sem cessar o gol adversário, enquanto o Botafogo ameaça desatar uma tragédia com bem articulados contra-ataques.
Agora River vai de vez para cima. O Botafogo raramente passa do meio-campo. O goleiro Carrizo, quase na metade do campo, joga de líbero e vai tentar a cabeçada na área do Botafogo. A virada não se faz esperar. Aos 33’ Andrés Rios põe 3 a 2 para River. Agora só falta um para o milagre. Os jogadores do Botafogo não acreditam. O técnico Cuca troca Dodô por Reinaldo com a clara intenção de cuidar a vantagem. Os ataques de River se sucedem. Belluschi sofre pênalti - o segundo não sancionado a favor de River pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Em outra jogada, Belluschi vai buscar uma bola quase perdida perto da trave esquerda de Max e cabeceia na rede do lado de fora. O tempo passa e o gol salvador não sai. A esta altura já não importa para o torcedor de River, que aplaude e alenta sem parar seu time. Lá embaixo, no campo, a equipe corresponde à altura.
E o milagre acontece, demonstrando que, quando a gente quer, (quase) tudo é possível. Já nos descontos, aos 46’ faz o gol da façanha, o da goleada histórica, o do trunfo épico, o que classifica a River e deixa o Botafogo de fora. A visita ainda vai mais uma vez para o ataque, mas a defesa de River, bem parada, não se deixa intimidar. Amarilla corre e pede a bola. Apita. É o fim de um jogo dramático, uma virada histórica que vai ficar por muito tempo na memória do torcedor. River não ganhou a copa nem o campeonato, ganhou o respeito dos adversários e a confiança de sua gente.
Quando a gente quer, a gente consegue.
Mas o Botafogo faz 1 a 0 aos 11’ e complica as coisas. Na jogada, dois defensores de River escorregam na área e não conseguem afastar a bola. Lúcio Flávio recebe e chuta cruzado para abrir o marcador. O pior, o que o torcedor riverplatense mais temia, estava acontecendo. Para virar o jogo, River precisaria agora fazer 3 gols; 2 já não seriam suficientes. Aos 31’ vem o peixinho de Radamel Falcao Garcia que põe a igualdade. Renasce a esperança e pouco depois, aos 34’ Zé Roberto é expulso. Com a vantagem numérica, River pressiona mais e o goleiro Max começa a se transformar na grande figura do Botafogo. Para River o ideal seria converter o segundo gol ainda no primeiro tempo para poder ir ao descanso com a vantagem psicológica, mas isto não acontece.
Em lugar de tranqüilidade, o segundo tempo traz mais sofrimento para o River. O técnico Passarella manda a campo o hábil atacante Abelairas em lugar do defensor Villagra, tentando claramente ganhar a partida. Mas Lussenhof é expulso aos 12’ em uma jogada que, embora forte, chega claramente na bola. Ficam 10 contra 10 e o Botafogo começa a se animar. Para complicar ainda mais, aos 21’, Dodô, que andava meio sumido no jogo, faz 2 a 1 para a visita. A partir daqui, somente uma goleada salva o River da desclassificação, o que a essa altura parece inevitável. Muitos torcedores começam a deixar o estádio. River não joga mal, mostra atitude e busca com determinação o gol do Botafogo, mas pára uma e outra vez nas mãos do goleiro Max, de grande atuação.
O milagre começa a tomar forma, não sem mais uma pitada de dramaticidade. Aos 27’ Ahumada é expulso em uma jogada em que chega tarde e, em lugar da bola, chuta o calcanhar do adversário. Vai embora aplaudido, embora deixe o River em inferioridade numérica: 9 contra 10. O torcedor riverplatense diz presente e alenta seu time sem parar, fato muito comentado pelos locutores brasileiros. Aos 28’, um minuto depois, Falcao empata, de novo, a partida. River não se rende. Se for para cair, o fará com dignidade. Busca sem cessar o gol adversário, enquanto o Botafogo ameaça desatar uma tragédia com bem articulados contra-ataques.
Agora River vai de vez para cima. O Botafogo raramente passa do meio-campo. O goleiro Carrizo, quase na metade do campo, joga de líbero e vai tentar a cabeçada na área do Botafogo. A virada não se faz esperar. Aos 33’ Andrés Rios põe 3 a 2 para River. Agora só falta um para o milagre. Os jogadores do Botafogo não acreditam. O técnico Cuca troca Dodô por Reinaldo com a clara intenção de cuidar a vantagem. Os ataques de River se sucedem. Belluschi sofre pênalti - o segundo não sancionado a favor de River pelo árbitro paraguaio Carlos Amarilla. Em outra jogada, Belluschi vai buscar uma bola quase perdida perto da trave esquerda de Max e cabeceia na rede do lado de fora. O tempo passa e o gol salvador não sai. A esta altura já não importa para o torcedor de River, que aplaude e alenta sem parar seu time. Lá embaixo, no campo, a equipe corresponde à altura.
E o milagre acontece, demonstrando que, quando a gente quer, (quase) tudo é possível. Já nos descontos, aos 46’ faz o gol da façanha, o da goleada histórica, o do trunfo épico, o que classifica a River e deixa o Botafogo de fora. A visita ainda vai mais uma vez para o ataque, mas a defesa de River, bem parada, não se deixa intimidar. Amarilla corre e pede a bola. Apita. É o fim de um jogo dramático, uma virada histórica que vai ficar por muito tempo na memória do torcedor. River não ganhou a copa nem o campeonato, ganhou o respeito dos adversários e a confiança de sua gente.
Quando a gente quer, a gente consegue.
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Comentarios (3 publicado)
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Futbol Profesional



ABRAZANDO EL JUGADOR.
A SU LADO VENÍ CORRIENDO UNO DE LOS
PROTAGONISTAS "RADAMEL FALCAO".
SALUDOS,SERIEDAD,RESPETO,GUSTAZO!
POR 4-2 CREEMOS QUE ELLOS
CREIAN QUE YA ESTABAN CLASIFICADOS.
LOS HINCHAS SI IBAN DEL MONUMENTAL
PERO CUANDO ENTRÓ A LA CANCHA
RADAMEL FALCAO CON LA COLABORACIÓN
DE DIOS CAMBIÓ A TODO.
3 GOLES EN 25 MINUTOS DESPUES DE
MINUTO 30' DEL SEGUNDO TIEMPO.
REMONTÓ AQUELLO 1-2 LA ILUSIÓN DEL
EQUIPO ADEMÁS LA HINCHADA PONIENDO NUMEROS FINALES CUANDO FINALIZADO EL ALARGUE.
CONGRATULACIONES A RIVER PLATE!