Um começo pouco promissor

Como riverplatense que mora há muitos anos em Sampa, eu gostaria de inaugurar este espaço em português – produto de uma feliz coincidência de objetivos com os rapazes de LPM - com um trunfo. Não foi ainda possível contra San Martín, uma nova frustração e 7 pontos perdidos em três jogos.
Por enquanto, não posso ver a meu River desde aqui, e por isso me limito a seguir as notícias por Internet. Quando a Copa Sulamericana começar terei a oportunidade de ver como joga este River 2007 “Mark II”, e comprovar se o tempo extra solicitado pelo treinador Daniel A. Passarella terá valido a pena.
Pelo muito que deu a River como jogador, DAP merece todo nosso respeito, mas a seqüência de frustrações a que a torcida riverplatense vem sendo ultimamente submetida obriga a pensar se convém que continue.DAP confirma a sina dos grandes jogadores: salvo exceções, um grande jogador não deriva em um grande treinador. Por isso o astuto Pelé nunca quis dirigir uma equipe y prefere ser diretor do Santos sem se deixar alcançar pelas questões futebolísticas do clube.
Parafraseando o Vanderlei Luxemburgo, atual treinador do Santos, um treinador é, antes de mais nada, um gerente de qualidade; precisa saber fazer jogar seu time conforme as circunstancias. Se o treinador tiver uma equipe de “galácticos”, com 11 craques, jogará de um jeito, mas se tiver uma equipe de pernas-de-pau precisará jogar de outra forma. Luxemburgo é um bom exemplo de gerente bem-sucedido, que sabe como fazer jogar sua equipe.
Para um clube grande como River, o que importa é vencer e ganhar títulos, principalmente internacionais, que trazem ao clube prestígio e dinheiro na forma de prêmios, patrocínios, e valorização de seus jogadores. Trata-se de um círculo virtuoso no qual todos os envolvidos ganham.
Apesar de todo o tempo e recursos que teve a disposição até agora, DAP não soube fazer nosso River jogar bem. As frustrações se sucedem y o tempo acaba. De nada servirá que DAP vá embora ao final do ano se não ganhar nada. O que River quer e precisa é que DAP, partindo ou ficando, seja vitorioso. No final do ano poderá ser muito tarde. Repito o que disse quando fomos eliminados na primeira fase da Libertadores: se for necessário tomar una medida amarga, que seja quanto antes.
Nos partidos que pude ver desde aqui, quase nunca vi um River contundente y ofensivo como todos gostamos – exceção feita àquela gloriosa noite do River 3 X 2 Corinthians, de virada e no Pacaembu, ou o River 3 X 1 Boca no Monumental. Mas sim pude ver absurdos como um destro jogando de lateral esquerdo (parecia ter o campo ao contrário), ou zagueiros centrais que não marcam ninguém e nos fazem voltar eliminados.
Os que ganham ou perdem as partidas são os jogadores que entram em campo; sempre será más fácil jogar a culpa no treinador, mas também é verdade que DAP teve já todo o tempo que um clube grande como River pode conceder a um treinador. Talvez seja o momento de passar esse bastão a outro.
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